O que me reservo
dezembro 10, 2011 Deixe um comentário
E quando eu escrever um poema, o poema mais lindo, o poema mais tocante; só assim o será porque a pessoa pensa em si. Se guardo minhas memórias num papel, aquele que lê ali completa com as suas. De fato o que eu quis dizer não importa. De fato, de fato, o que eu fui não importa a quem lê, a poesia é maior que eu. De fato eu não importo quando a poesia já faz parte do leitor.
Ao poeta se reserva o ostracismo de um bom ou mau poema, se reserva o respeito pelas palavras que invariavelmente geram indiferença a quem lê. De fato, ao poeta se reserva a morte neste mundo para a vida eterna no papel; papel, este, que não vale nada sobre o que foi.
